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Conselho Regional de Farmácia pede acesso ao inquérito do Caso Asan

Publicado em: 26 de março de 2025 às 07:00
  • Por
    Cristiano Silva
  • Série de operações foi deflagrada no lar de idosos | Foto: Cristiano Silva
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    Detalhes da investigação foram repassados pelo Cartório do Idoso ao órgão que apura administrativamente responsabilidades éticas de profissionais

    O Conselho Regional de Farmácia do Rio Grande do Sul (CRF/RS) pediu acesso ao inquérito que trata sobre uma das principais investigações policiais dos últimos anos na região. O documento que detalha o esquema de desvios de verbas, doações e cestas básicas da Associação de Auxílio aos Necessitados (Asan) de Santa Cruz do Sul foi repassado ao órgão pelo Cartório do Idoso da Polícia Civil.

    Na justificativa do pedido está a atribuição do conselho em fiscalizar o exercício da profissão farmacêutica, a fim de apurar administrativamente as responsabilidades éticas dos profissionais, uma vez que uma pessoa investigada era farmacêutica no lar de idosos e terminou sendo denunciada pelo Ministério Público (MP) no caso.

    O embrião da fase investigatória do Caso Asan iniciou-se em 3 de julho de 2024, quando o MP fez uma requisição à Polícia Civil solicitando investigação de informações sobre desvios após denúncias por pessoas da comunidade.

    Durante um mês e meio, os agentes, chefiados pela delegada Raquel Schneider, checaram informações e apuraram indícios de que, de fato, irregularidades poderiam estar acontecendo.

    Ao final da apuração, foi identificado pela polícia o desvio total de R$ 1.821.975,10 em dinheiro do lar de idosos, que conta com 75 residentes e fica na Rua Padre Luiz Müller, Bairro Bom Jesus.

    Foram indiciadas 14 pessoas. Considerado principal investigado, o ex-coordenador da Asan, Marco Antonio Almeida de Moraes, foi preso preventivamente, e segue respondendo ao processo detido no Presídio Regional de Santa Cruz do Sul.

    Desde então, o caso passou a ser analisado pelo Ministério Público e Poder Judiciário, culminando na denúncia e instauração do processo judicial, que segue tramitando na Justiça.

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