Grupo assinou um termo de responsabilidade e se comprometeu a manter o sigilo
Quatro vereadores de Santa Cruz do Sul tiveram acesso às provas da Operação Controle, conduzida pelo Ministério Público. A presidente Bruna Molz (Republicanos) tomou a iniciativa de encaminhar uma representação ao Conselho de Ética do Legislativo nessa segunda-feira (4). Presidido pela vereadora Nicole Weber (PTB), o grupo conta com Leonel Garibaldi (Novo) como relator e Francisco Carlos Smidt (PSDB) como secretário. Os três são formados em Direito e serão responsáveis por analisar a conduta do vereador Henrique Hermany (Progressistas) diante das acusações provenientes da Operação Controle.
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Bruna Molz explicou que, inicialmente, a Câmara solicitou acesso às provas, mas foi negado. No entanto, na semana passada, houve uma mudança de entendimento por parte do Ministério Público, que convocou a presidente e o procurador jurídico da casa para analisarem o material sigiloso. A presidente destacou que não pode compartilhar o conteúdo com os demais vereadores devido ao sigilo do processo. O Conselho de Ética, ao receber as provas, assinou um termo de responsabilidade e se comprometeu a manter o sigilo das investigações, conforme orientação do Ministério Público.
Nicole Weber reforçou a importância do trabalho do grupo e disse que se trata de um momento histórico para a cidade. “Quem quer segurar sozinho ou entre três vereadores a responsabilidade de investigar e dar parecer sobre um colega acusado de organização criminosa, publicamente pelo Ministério Público, nos meios de comunicação? Ninguém quer. Pela primeira vez, a atuação dessa comissão precisa acontecer. Prometo ao povo que atuarei e analisarei com o meu juramento de advocacia. Prometo a exercer com dignidade e independência, observar a ética, deveres e prerrogativas profissionais e defender a Constituição. […] é dessa forma que eu atuarei, com seriedade e imparcialidade”, disse.
Francisco Carlos Smidt também comentou sobre a expectativa da comunidade em relação à Operação Controle e enfatizou a responsabilidade no tratamento do material fornecido. “Toda a comunidade está na expectativa de novas manifestações do Ministério Público. Como a nossa presidente já colocou com muita propriedade, foi passado material, parte do material que foi trabalhado pelo Ministério Público e será, de forma muito responsável, tratado juntamente com a presidente Nicole e com o vereador Garibaldi esse tema”, falou.
Leonel Garibaldi ressaltou a responsabilidade em analisar as oito mil páginas do processo de investigação. “Fato é que nós temos essa grande responsabilidade à frente. Não é nenhum privilégio, como foi dito anteriormente pelo vereador Ilário. Não é nenhuma satisfação à qual nós teremos que lidar com essa situação. Inclusive, teremos dificuldades para falar sobre após termos acesso ao conteúdo. Uma coisa eu quero garantir para toda a comunidade santa-cruzense. Nós jamais nos omitiremos diante de tamanha responsabilidade. Faremos uma avaliação criteriosa e séria a respeito deste conteúdo probatório e poderemos, então, seguir ou não com um processo administrativo disciplinar”, pontuou.
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