Uma das mais instigantes questões da atual campanha vera-cruzense diz respeito ao legislativo municipal. Afinal, são 82 nomes na disputa
CÁ estamos às vésperas de novas eleições municipais. Pode parecer um chavão batido, mas os pleitos locais obedecem a lógicas próprias. É uma máxima provada, porque são independentes das eleições gerais, aquelas do andar de cima, pelo simples fato de que trazem à discussão questões de interesse direto das comunidades. A postura dos atuais candidatos ao executivo e legislativo municipal podem também causar reflexos na eleição de 2026, eis que os eleitos, suplentes e apadrinhados serão os futuros cabos eleitorais. Embora tenha peculiaridades distintas em relação ao pleito que vai eleger presidente, governadores, congressistas e parlamentares estaduais, não há como negar que o recado das urnas vai apontar o caminho da próxima campanha. Lembrando que os sufragados de agora terão que ir à “Casa da Moeda” peregrinando entre ministérios para encaminhar projetos e trazer recursos ao Município. A diplomacia e o jogo político se impõem. Não se trata de desmerecer as eleições de outros níveis, mas não resta menor dúvida de que o sufrágio paroquial é o que mais movimenta as atenções da sociedade. É no município que as ações acontecem de verdade, longe dos palácios suntuosos e mansões opulentas do poder onde os senhores dos anéis se regozijam distantes da realidade. A prefeitura é o endereço em que os munícipes vão buscar a solução urgente para os problemas do bairro, das estradas, a água das propriedades, os consertos das escolas, o atendimento da saúde, o socorro nas tempestades, etc. Foi na calamidade das enchentes, as de setembro e novembro do ano passado, e a mega enchente de maio deste ano, que as prefeituras mostraram sua capacidade de atendimento e prestaram toda assistência de urgência que estava ao seu alcance no momento imediato. Tivessem mais autonomia financeira certamente os danos poderiam ser minimizados e o acolhimento seria ainda mais efetivo. A qualidade de vida que todos nós procuramos, começa aqui, no nosso espaço. Daí porque importa mesmo é levar a sério a eleição municipal.
ESTE ano a propaganda eleitoral chega às nossas casas de forma até discreta, eis que pela terceira vez desde a emancipação, que a “Villa” tem candidato único ao Paço Municipal. Na primeira eleição, em 24 de maio de 1959, foram eleitos os candidatos únicos Nestor Frederico Henn, Prefeito Municipal e Adolfo Werner, Vice-Prefeito. Em 15 de novembro de 1972 seria eleito em candidatura única, Guido Hoff, Prefeito Municipal e Ivênio Roque Mueller, Vice-Prefeito. No fim de semana, o Prefeito Gilson Adriano Becker concorre à reeleição em opção única tendo Angelo Hoff como Vice-Prefeito. Mesmo sendo chapa única Gilson e Ângelo foram à campanha, com caminhadas pelas ruas da cidade e interior, proseando e ouvindo as sugestões dos eleitores, comícios e reuniões comunitárias realizaram-se subsidiando o Plano de Governo, já elaborado, diga-se. Uma das mais instigantes questões da atual campanha diz respeito ao legislativo municipal. Afinal, são 82 nomes de líderes disputando a vereança. Quantos serão reeleitos? Quem serão os novos edis para a próxima legislatura? Entre tantos nomes, qual será o critério de escolha do eleitor? Vai apostar numa renovação ou prefere um meio termo? A resposta terá que esperar o veredito das urnas no domingo. Sua excelência, o eleitor é que tem o poder e decidirá quem irá administrar o município no próximo quadriênio. O voto é o instrumento de cidadania para transformar a vida da sociedade. Votar com responsabilidade é um direito e um dever. Aos candidatos, boa sorte. “Alea jacta est”
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