É a primeira proposta deste tipo apresentada por um vereador na Câmara de Vera Cruz
O assunto do fim de semana volta à pauta de discussões. Na edição do Nosso Jornal de sábado, dia 7, foi publicada uma reportagem sobre o Projeto de Lei que pede a redução dos salários dos assessores de bancada da Câmara de Vereadores de Vera Cruz. A proposta tem opiniões divergentes. Um vereador, inclusive, entrou com um pedido de vistas, com o apoio de outros três parlamentares. Com isso, a votação deve acontecer na noite de quarta-feira, dia 11, em sessão extraordinária. Porém, mesmo não estando programada a votação para a noite de ontem, dezenas de vera-cruzenses acompanharam a sessão e pressionaram para que o projeto reduza não só o salário dos assessores de bancada, mas de todos que compõem a estrutura do Legislativo.
O presidente da Casa, Eduardo Viana, explica que este foi o primeiro projeto de redução de salários apresentado na Câmara de Vera Cruz. O petebista diz que o projeto teve que ser criado em função de que o orçamento prevê 70% para o pagamento do funcionalismo. Caso os assessores de bancada fossem nomeados com este valor na folha de pagamento, a Casa não teria recursos para arcar com o compromisso. Isso porque a nova legislatura tem dois novos vereadores e um assessor de bancada a mais, em função de ter vereadores de um partido que até então não ocupava nenhuma cadeira na Câmara. Por isso, o novo presidente do Legislativo decidiu fazer a redução dos salários.
Mas a dúvida que paira em Vera Cruz é porque reduzir os salários de apenas um cargo. Viana explica que para reduzir é preciso demitir todos os funcionários daquele cargo. Logo, a Câmara não funcionaria caso todos os vencimentos fossem reduzidos. Então, optou-se, segundo Viana, por reduzir de forma gradual. Em um primeiro momento os assessores de bancada – já que todos, ou a maioria, iria mudar em função dos novos vereadores da Casa – para depois reduzir os demais cargos.
Em conversa com a reportagem do Nosso Jornal na tarde de ontem, Viana afirmou que o próximo cargo a sofrer redução é o de diretor geral – hoje o mais alto do Legislativo. Depois desta redução e de um estudo que será realizado por um contador, será avaliada a necessidade de reduzir outros salários. A intenção do novo presidente é fazer uma reestruturação no Poder. No entanto, precisa ir em etapas, já que para reduzir é preciso demitir. Com a demissão, o funcionário precisa ficar no mínimo 30 dias sem exercer atividades na Câmara para poder ser recontratado.
Confira matéria na íntegra na edição impressa do Jornal Arauto desta terça-feira.
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