Pesquisador na área ambiental, Markus Erwin Brose, participou do programa Direto ao Ponto
A fumaça das queimadas da Amazônia e do Pantanal mudou a paisagem da região nos últimos dias. O sol ganhou tons alaranjados e o céu passou a ser cinza em decorrência da fuligem.
A situação tem gerado inúmeros impactos da vida da população e já rendeu alerta de especialistas, isso porque a qualidade do ar fica comprometida.
Pesquisador na área ambiental e professor do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional, Markus Erwin Brose, fala sobre como as queimadas podem influenciar o clima no Vale do Rio Pardo.
“Estamos vivendo, enquanto sociedade, um desastre. É algo diferente de maio, que tivemos fortes chuvas, porque agora não conseguimos ver tanto. Mas o ar que estamos respirando é tóxico. A fuligem que no momento não vemos, vão se assentando no pulmão e trazendo problemas de saúde”, reforça.
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Conforme o professor, a fumaça, trazida por ventos, depois se dissipará para o oceano, mas, ainda assim, poderá acarretar em problemas. “Entre segunda passada e hoje [quarta-feira], estamos vivendo o auge este problema, destas queimadas.” A fumaça e a fuligem, segundo Brose, chega até o Vale do Taquari como uma consequência do que ocorre em outras regiões do país e, até mesmo, do mundo.
Outro ponto importante, de acordo com o pesquisador, é entender a diferença entre incêndios florestais e as queimadas, que estão sendo registradas em diversas regiões do Brasil.
“Os incêndios florestais acontecem de forma natural em vegetações muito secas. No Cerrado, por exemplo, existem vegetações que de tempos em tempos ficam tão secas que pegam fogo em função de um fenômeno natural. O que estamos vivendo, neste momento, são queimadas. É um ser humano ou uma empresa que vai em certo lugar e põe fogo deliberadamente”, salienta.
A estimativa é de que a situação siga por mais alguns dias no Rio Grande do Sul. A previsão do tempo indica chuvas para o final de semana, o que poderá gerar o fenômeno “chuva preta” em decorrência da fumaça e fuligem.
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