Tema foi debatido nesta terça-feira durante reunião almoço da ACI, em Santa Cruz
O pesquisador e doutor em desastres naturais Marcos Kazmierczak participou nesta terça-feira (18), da palestra Tá na Hora, evento promovido pelo Associação Comercial e Industrial (ACI) de Santa Cruz, para conversar sobre os eventos climáticos extremos registrados no Rio Grande do Sul nos últimos 30 anos.
Conforme explicou Kazmierczak, o Rio Grande do Sul possui um código florestal datado de 1965 e que, mesmo com diretrizes claras desde esta época, não possui cumprimento por parte dos municípios gaúchos. “Lá ele já previa que a 200 metros do Rio Taquari não podia ter uma casa. É uma área de preservação permanente. O que a gente vê? Grandes extensões e bairros inteiros localizados numa área de preservação. Na medida em que eu removo essa vegetação, eu diminuo uma barreira natural que amorteceria tanto o volume que cai quanto o nível da água que sobe.”, dissertou o pesquisador.
Solução
Ainda segundo o doutor, não existe apenas uma forma de solucionar o problema, sendo necessário um estudo amplo de cada caso para uma proposta diversificada de correções. “Dragagens e retificações de rios elas podem ser a solução em alguns casos, mas não em todas. Por exemplo: o polo calçadista de Novo Hamburgo e São Leopoldo usou arsênio durante décadas para curtir o couro. É altamente tóxico. Esse material pesado hoje está lá quietinho dormindo no fundo do rio. Se eu dragar, esse negócio vai revolver e vai para onde? Para a água que a gente bebe. Nem Corsan, nem ninguém tem condições de tratar essa água. Então, em alguns lugare, é necessário um estudo “, destacou.
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União é a palavra-chave
A solução do problema, de acordo com Kazmierczak, passa pelo trabalho em conjunto das prefeituras. Para o professor, com a conexão entre rios, o trabalho de uma região é inutilizado ao passo em que, em outro local, há uma omissão de soluções. “O principal verbo que a gente vai ter que usar agor, é articular. Não adianta Santa Cruz fazer alguma coisa se Sinimbu não fizer, não adianta Sinimbu fazer, se quem está lá acima deles fazer. As bacias são interligadas. Toda água que cai vai para aquele ponto, cai em um Rio Pardinho, que vai para um Rio Pardo, para umJacuí, para um Guaíba.”, salientou. “Isso tem que estar muito articulado, porque se eu não fizer o meu tema de casa, eu estou impactando quem está abaixo do meu município e estou sendo impactado, eventualmente, por quem deixou de fazer logo ali acima.”, frisou o pesquisador.
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