Vida de mãe é desafiadora. Ser mãe, por muitas vezes, pode ser lindo e difícil ao mesmo tempo. Pode ser estressante e divertido. Angustiante e libertador. Nesta dualidade que é a maternidade você pode estar cercada de gente e, ao mesmo tempo, se sentir solitária. Ser mãe é assim, e ao mesmo tempo, é a melhor coisa do mundo.
Domingo é Dia das Mães. Atípico, neste atípico ano de 2024. Um dia para valorizar a presença, o abraço, para ouvir o conselho, agradecer as lições e todo suporte. Para engrandecer a memória daquelas que seguem vivas em nossos corações, com seus legados e histórias, lembrar com carinho aquilo que já passou, que não volta, não tem volta. Mas que, ainda assim, é uma feliz lembrança de tanta coisa boa que ficou.
Dia, também, para valorizar-se, para celebrar a mãe que você é. Aquela que sabe das alegrias e das dores de educar uma criança (ou duas, ou três), da culpa por não saber se está fazendo certo, mas com a certeza de que está fazendo o seu melhor.
A maternidade real é muito diferente daquelas lindas cenas de novela ou do comercial de margarina (no tempo da minha mãe) ou mais recentemente as compartilhadas em redes sociais. A foto perfeita, o vídeo engraçado, a vida sempre feliz e sorridente em cenários mais bonitos ainda.
Ser mãe, por muitas vezes, pode ser lindo e difícil ao mesmo tempo. Pode ser estressante e divertido. Angustiante e libertador. Nesta dualidade que é a maternidade você pode estar cercada de gente e, ao mesmo tempo, se sentir solitária. Sua criança pode estar bem, feliz, saudável e ainda assim você, mãe, se cobra por não estar dando conta de tudo, por não estar fazendo como deveria, não estar tendo o tempo que gostaria com ela. Comparando-se com outras mães, outras realidades, aquilo que outra pessoa disse. Nunca é suficiente.
Estas oscilações na vida materna não são frescura ou puro mimimi. São sentimentos reais de mãe, que alterna entre um estado de felicidade extrema com uma tristeza profunda e sensação de impotência. Em um segundo, um turbilhão de sentimentos dos mais variados. Isso é ser mãe. Aquele coração, onde sempre cabe mais um, junto com o peso de ter que realizar muita coisa sozinha e carregar muita gente no colo. Mas mãe é forte, sim, mais forte do que muitos (inclusive ela mesma) imaginam, ao mesmo tempo em que é humana, sensível e precisa que a olhem, que a acolham e que lhe deem um colinho de vez em quando. Para aguentar esta vida intensa, desafiadora e cheia de surpresas, só mesmo o amor de mãe.
Feliz dia, mães. Nós não somos todas iguais, como dizem por aí. Mas somos todos especiais em nossas particularidades e compartilhamos a maternidade como ela é, o infinito desejo de ver nossos filhos felizes, e aquela rotina de, só depois que todos dormem, poder pensar um pouquinho em nós mesmas.
Nesta Conversa de Mãe abaixo, recebemos a Daniela Silveira para falar sobre saúde mental materna. A Dani é umas das organizadoras em nível regional do movimento Maio Furta-cor que se dedica à esta conscientização. Um papo muito bacana sobre culpas, medos e como o autoconhecimento e o olhar de quem está próximo é imprescindível para o bem-estar.
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