Doença afeta, principalmente, os cães e os seres humanos, tornando-se letal em indivíduos não tratados
A leishmaniose é uma doença transmitida por um vetor de difícil controle, conhecido como mosquito-palha, que se reproduz em matéria orgânica como restos de alimentos e fezes de animais. Afeta, principalmente, os cães e os seres humanos, tornando-se letal em indivíduos não tratados. Santa Cruz do Sul, assim como Porto Alegre e Viamão, são três cidades consideradas áreas de transmissão da doença, com ampla distribuição de casos em cães, onde o vetor principal ainda não foi encontrado. Entretanto, na Capital, no ano passado teve o primeiro registro em humanos, resultando no óbito de uma criança.
De acordo com a médica veterinária Daniela Votto Klafke, da Vigilância Sanitária de Santa Cruz do Sul, 40% dos casos são assintomáticos, ou seja, os sintomas não aparecem. “Nos casos em que os sinais são visíveis, geralmente são feridas pelo corpo, emagrecimento, crescimento anormal das unhas e perda de pêlo no entorno dos olhos ou das orelhas nos cães”, esclarece Daniela. Nos humanos o principal sintomas é febre alta persistente e variável por mais de cinco dias.
Recomendação
A recomendação, segundo Daniela, é manter a limpeza de terrenos e quintais, eliminando toda matéria orgânica, como folhas, frutas, restos de alimentos, lixo e fezes de animais; evitar o sombreamento excessivo e fontes de umidade; fazer a poda de árvores e arbustos e aplicar cal virgem.
Para a população se recomenda evitar a exposição nos horários de maior atividade do mosquito, ao entardecer e à noite, usar repelentes e usar mosquiteiros e telas de malha fina em portas e janelas.
Ainda segundo Daniela, ao aparecerem casos em cães, deve-se procurar o médico veterinário, que é quem faz a coleta do material para exame. “Agora já temos disponível o teste rápido gratuito em cães. Mas é necessário que um profissional colete o material e encaminhe à Vigilância Sanitária”, esclarece.
A Nota Técnica foi lançada em janeiro deste ano e a Vigilância Sanitária já está atuando e orientando os profissionais de saúde e a classe médica veterinária através de capacitações e visita às clínicas. A Nota Técnica já está disponível no site da Prefeitura Municipal, no link da Secretaria de Saúde.
A notificação de animais e pessoas com suspeita clínica de Leishmaniose Visceral é obrigatória e deve ser imediata para a Vigilância Sanitária e Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde.
Mais informações poderão ser obtidas na Vigilância Sanitária, pelo telefone (51) 3715-1546.
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