RIO GRANDE DO SUL

Venâncio-airense conquista primeiro lugar em ultra maratona de 460 quilômetros 

Publicado em: 29 de março de 2025 às 08:45
  • Por
    Mônica da Cruz
  • Geovane Griesang ao completar os 460 quilômetros | Foto: Arquivo Pessoal
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    Cassino Ultra Race também teve percursos de 65, 135 e 230 quilômetros

    Geovane Griesang e Júlio César Becker, representantes da região | Foto: Arquivo Pessoal

    O venâncio-airense Geovane Griesang, de 44 anos, conseguiu um feito inédito na quarta-feira (26). Participando da Cassino Ultra Race, ele é o primeiro homem a conseguir completar o percurso de 460 quilômetros. O atleta saiu à 0h de sexta-feira, 21 de janeiro, dos moles de Chuí e seguiu até a praia do Cassino. Depois, retornou até os moles de Chuí para completar o trajeto. A chegada ocorreu na quarta-feira (26), às 15h40min..

    Além da equipe de apoio da competição e da família, que ficou torcendo à distância, ele teve apoio do amigo e também competidor, Júlio César Becker, morador de Santa Cruz do Sul. Griesang destaca que esse foi o maior percurso já realizado. “Foi a maior distância que eu fiz até hoje e ultra maratona mais difícil. Sabendo das dificuldades dessa prova, porque ninguém do sexo masculino havia conseguido completar a distância de 460 quilômetros, eu e meu amigo Júlio César Becker, de Santa Cruz, combinamos de ir juntos”, conta. Julinho, como é conhecido, precisou parar no quilômetro 365 em função de dores intensas nos pés causadas por bolhas.

    Para o venâncio-airense, a prova se tornou ainda mais difícil por conta de questões climáticas enfrentadas no percurso. “Além da distância, a gente passou por tempestade torrencial, onde a gente teve muita chuva com raio, e ficou bem perigoso aquele trecho. E mais para o final da prova, nós também passamos pela ressaca, o mar estava de ressaca e as águas estavam chegando até as dunas, então o pé acabava afundando na areia, afundando no conchário que tem lá e isso dificultou muito o trajeto”, explica.

    Com relação a conquista, Griesang afirma que foi um misto de felicidade e emoção, principalmente por ser o primeiro homem a completar o trajeto. “Fiquei muito feliz com o resultado, muito emocionado, porque era uma coisa que eu queria muito. Também fiquei com um sentimento de tristeza pelo Júlio César ter chego tão longe junto comigo, mas não ter conseguido fazer a conclusão desses 460 [quilômetros], mas ele foi um guerreiro. O sentimento é de superação e de felicidade”, expressa.