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    Maiquel Thessing
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    Salve um Gatinho: voluntárias criam ONG para ampliar resgates em Santa Cruz

    Publicado em: 25 de fevereiro de 2025 às 19:00
    Foto: Maiquel Thessing/Grupo Arauto
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    Iniciativa já resultou no resgate de 1.325 gatos, muitos deles encontrados em situações de extrema vulnerabilidade

    O grupo Salve um Gatinho, fundado em 2015 por voluntárias apaixonadas por animais, está dando um grande passo ao se transformar em uma Organização Não Governamental (ONG). A iniciativa visa fortalecer o trabalho desenvolvido ao longo dos anos, que já resultou no resgate de 1.325 gatos, muitos deles encontrados em situações de extrema vulnerabilidade, como abandono, maus-tratos e doenças.

    Em entrevista à Arauto News 89,9 FM, Candice Silveira, Raquel Schwengber e Naiara dos Santos, representantes da entidade, explicaram que a ideia de criar um grupo surgiu a partir da constatação de que os gatos, muitas vezes, não eram priorizados em resgates. “A gente começou a ver muitos casos de gatos em extrema vulnerabilidade, doentes, feridos, muito magros e debilitados, ninhadas abandonadas em caixa de papelão no inverno, na chuva e no frio, morrendo. E nós resolvemos criar esse grupo para ajudar especificamente os felinos. Então, reunimos pessoas que gostam muito de gatos. O gato é um animal que une as pessoas”, explicou Candice.

    Segundo as voluntárias, o trabalho envolve não só o resgate, mas também a reabilitação desses animais, garantindo cuidados médicos e alimentares. “Quando nós somos acionados para atender um gatinho em uma situação de vulnerabilidade, ou de abandono, ele não está disponível sentado na calçada esperando a gente chegar. Normalmente ele está doente, à beira da morte em alguns momentos, ou ele está encurralado, preso em alguma situação“, explicou.

    Embora o grupo tenha contado com o apoio da Prefeitura, especialmente em relação às castrações gratuitas e atendimentos no Hospital Veterinário, elas explicaram que a transformação em ONG abrirá novas portas para parcerias, espaços e verbas. Atualmente, o trabalho de resgate exige dedicação e recursos. Além dos custos com alimentação e medicamentos, as voluntárias enfrentam despesas com transporte, consultas veterinárias e outros cuidados essenciais.

    Em relação à adoção dos gatos resgatados, os interessados passam por uma entrevista para avaliar se têm condições de oferecer um lar seguro e amoroso para o animal, pois “a gente não quer doar um gatinho que a gente tirou da rua para amanhã ou depois estar buscando o mesmo gato na rua”. Para saber mais informações e ser um parceiro da ONG, acesse a conta @salve1gatinho no Instagram.