Apenas em Santa Cruz do Sul, no Vale do Rio Pardo, foram mais de 600 casos foram confirmados neste ano
O Brasil ultrapassou a marca dos 3 milhões de casos de dengue em 2024, conforme dados do Painel de Monitoramento de Arboviroses do Ministério da Saúde. Segundo o painel, são 3,062 milhões de notificações da doença no ano, recorde para quatro meses desde o início da série histórica, em 2000. No Rio Grande do Sul, a situação também preocupa, com mais de 50 mil casos confirmados e 60 óbitos registrados. Apenas em Santa Cruz do Sul, no Vale do Rio Pardo, mais de 600 casos foram confirmados neste ano, com um óbito.
A Técnica em Segurança do Trabalho do Hospital Ana Nery, em Santa Cruz do Sul, Mariani Goetze, ressaltou a gravidade da situação e a necessidade de conscientização da população. "Quem sentir os sintomas, que procure atendimentos o quanto antes", alerta. Entre os sinais mais comuns da dengue estão febre alta, dores nas articulações, dor de cabeça, fadiga, falta de apetite, náuseas, vômitos e manchas vermelhas na pele. Em casos mais graves, dores abdominais agudas e sangramento requerem atenção médica imediata.
Mariani destaca que a prevenção é a principal arma contra a dengue. "É assunto já bastante conhecido, mas é fundamental salientar sempre. Evitar água parada em residências e terrenos", enfatiza. O mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença, prolifera em ambientes com água estagnada. "O ciclo de vida do mosquito da dengue é de 45 dias, e quando ele coloca o ovo, fica quase um ano na espera da água. Então, quando se tem água parada o mosquito coloca o ovo, aí acaba secando, mas o ovo permanece. Na próxima chuva, o ovo ainda vai estar lá e vai se desenvolver", explica Mariani. "É muito importante não apenas remover a água parada, mas fazer a higienização destes recipientes. Água e sabão e preenchimento com areia os vasos de flores é fundamental", explica a profissional.
Além da eliminação de focos de água parada, o uso de repelente é uma medida eficaz para evitar a picada do mosquito. "O repelente ajuda bastante, pois o mosquito tem hábitos diurnos", acrescenta Mariani. O risco maior de óbito fica na faixa etária entre 70 e 79 anos, mas os mais contaminados estão na faixa entre os 20 e 39 anos.
A dengue não é transmitida de pessoa para pessoa, mas sim através do mosquito. Os maiores índices da doença costumam ser em períodos mais chuvosos. Portanto, ações de prevenção e controle ambiental são essenciais para combater a proliferação da doença. "Diante do aumento dos casos, a conscientização e a adoção de medidas preventivas pela população são fundamentais para conter a disseminação da dengue e proteger a saúde de todos", finaliza Mariani.
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