A prática da automedicação, definida como o ato de consumir medicamentos sem orientação médica ou profissional de saúde, é um tema que levanta preocupações quanto aos seus impactos na saúde.
Felipe Kist, coordenador de Farmácia do Hospital Ana Nery, de Santa Cruz do Sul, compartilhou informações sobre o tema. “A automedicação não se limita apenas à ingestão de medicamentos sem prescrição médica, mas também inclui casos em que as instruções da bula ou a prescrição médica, especialmente quanto às quantidades e duração do tratamento, não são seguidas“, ressaltou.
Os perigos associados ao uso inadequado ou irracional de medicamentos são diversos e podem incluir desde reações alérgicas até dependência e até mesmo morte. Entre os riscos mais comuns para a saúde daqueles que praticam a automedicação estão a possibilidade de intoxicação e o desenvolvimento de resistência aos medicamentos.
Kist destaca que os principais riscos incluem intoxicação, interações medicamentosas, mascaramento de sintomas de doenças mais graves, reações alérgicas e até mesmo a dependência. Embora a automedicação seja reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma forma de autocuidado, é fundamental que seja realizada com critérios de responsabilidade.
O profissional ressalta que analgésicos, antitérmicos e anti-inflamatórios são frequentemente utilizados de forma indiscriminada, muitas vezes para aliviar dores temporárias causadas por problemas simples como noites mal dormidas, fome ou estresse. Esse uso indiscriminado pode criar um ciclo vicioso, onde o uso excessivo desses medicamentos acaba gerando problemas de saúde mais graves.
Embora seja aceitável recorrer à automedicação para tratar casos menores e temporários, é essencial que, ao persistirem os sintomas ou em casos mais graves, a busca por um profissional de saúde seja prioritária. A conscientização sobre os riscos da automedicação e a importância de um uso responsável dos medicamentos são fundamentais para garantir a segurança e o bem-estar.
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