Cientistas analisam a estrutura interna dos fósseis

Foto: Prefeitura de Candelária/Divulgação
Candelária recebeu, no fim de semana, a visita da doutora Emily Rayfield, uma das maiores especialistas em paleontologia do mundo, e sua equipe de pesquisadores. A cientista, que leciona na Universidade de Bristol, foi acompanhada de nomes renomados da área, como o argentino Agustín Guilhermo Martinelli e os brasileiros Cesar Leandro Schultz e Voltaire Dutra Paes Neto, em uma visita ao Museu Municipal Aristides Carlos Rodrigues.
O objetivo da visita foi aprofundar as investigações sobre fósseis de Cinodontes, pré-mamíferos que viveram há milhões de anos, considerados fundamentais para compreender a evolução dos mamíferos modernos, como cães, gatos e até os seres humanos. Utilizando tecnologia de ponta, como raios-X, os cientistas analisam a estrutura interna dos fósseis, na tentativa de entender como surgiram características como os dentes de leite.
Candelária e os fósseis
A região preserva fósseis que remontam a cerca de 230 milhões de anos. A região, atualmente conhecida por seu patrimônio geológico, contém vestígios de algumas das primeiras formas de vida que habitaram a Terra, como dinossauros, répteis, anfíbios e os próprios cinodontes, os ancestrais dos mamíferos modernos. O Museu Municipal Aristides Carlos Rodrigues, que abriga uma coleção de fósseis e réplicas, é um ponto de referência para os paleontólogos.
A história geológica da região explica a riqueza. Durante o Triássico, Candelária fazia parte da bacia sedimentar do Paraná, uma área baixa, com rios e lagos, onde os animais mortos eram carreados e soterrados. Com o tempo, a região se transformou em um deserto, com dunas movidas pelo vento, e os sedimentos que soterraram os fósseis se transformaram em rochas sedimentares, o que preservou os restos dos animais que viveram na época.
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