EMOÇÃO

“Ainda não caiu a ficha”, diz professora da UFSM que sobreviveu a acidente

Publicado em: 05 de abril de 2025 às 13:13
  • Por
    Mônica da Cruz
  • Segundo informações preliminares, ônibus teria ficado sem freio na Descida da Berlim, na RSC-453, em Imigrante | Foto: Reprodução/Redes sociais
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    Ela e outras 32 pessoas estavam em um ônibus que caiu em uma ribanceira no Vale do Taquari

    Professora e coordenadora do Curso Técnico em Paisagismo da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Denise Estivalete, é uma das sobreviventes do acidente envolvendo o ônibus da universidade. O sinistro de trânsito aconteceu na manhã dessa sexta-feira (4), na RSC-453, em Imigrante, no Vale do Taquari.

    Ela foi socorrida e encaminhada ao Hospital Ouro Branco, em Teutônia. Porém, após a realização de exames, foi transferida para o Hospital Bruno Born (HBB), de Lajeado. Sobre a viagem para o Cactário Horst, que fica em Imigrante, a professora conta que ela ocorre todos os anos, sempre com o objetivo de ofertar um conhecimento prático aos estudantes do curso de paisagismo. “O objetivo da viagem é eles conhecerem um produtor de cactos e suculentas e conseguir estar agregando [esse conhecimento] em terrários, mini-jardins, em projetos”, destaca.

    Com relação aos momentos que antecederam a queda do ônibus, a professora revela que não lembra de muitos detalhes. “Me falaram que fui dar um recado, pedir para o pessoal se organizar, quem tinha pago ou não a entrada, mas começou a ficar em alta velocidade e eu vi os alunos gritando por cinto e se segurarem”, detalha. “O ônibus quase em voo, sem base, por cima das coisas e aí eu vi o impacto”, complementa.

    Denise destaca que depois da queda do ônibus, a única lembrança é de estar caminhando em direção a uma van branca junto com outras pessoas. “Como eu saí, eu não sei. Quem me carregou, eu também não sei. Sei que eu tinha uma roupa de alguém enrolada como uma tipoia no meu braço.” Emocionada, ela conta que durante todo o tempo pensava no filho, de 3 anos, e no quanto quer vê-lo novamente.

    Além disso, pedia de forma insistente por informações dos outros passageiros do ônibus. “Eu queria saber de todo mundo, mas falavam para eu focar em mim. Mas não adianta, né? Eu falei, eu estou no mundo, eu sou professora, coordenadora do curso”, ressalta. Denise afirma que só entendeu a real dimensão do acidente quando as pessoas começaram a prestar condolências. “Mas ainda não caiu a ficha”, desabafa. Em condições estáveis, a professora foi transferida na manhã deste sábado (5) para o Hospital de Caridade de Santa Maria.

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