Candelária

“O golpe tá aí, cai quem quer”, diz estelionatário para moradora da região

Publicado em: 02 de abril de 2025 às 11:02
  • Por
    Cristiano Silva
  • Caso está sendo investigado | FOTO: Cristiano Silva
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    Vítima caiu no golpe do aluguel falso na internet após efetuar depósito e descobrir que imóvel sequer existia. Polícia investiga o caso

    A Polícia Civil investiga um caso de estelionato que foi registrado em Candelária. Na última quinta-feira (28), uma moradora foi vítima de um golpe ao tentar alugar uma residência anunciada em um grupo no Facebook.

    O anúncio oferecia uma casa localizada no Centro da cidade, com fotos atrativas do interior do imóvel e do pátio. A vítima entrou em contato com a suposta proprietária por WhatsApp. De acordo com o delegado Tiago Bittencourt, a golpista se identificou por nome e chegou a enviar a foto de uma CNH para tentar dar credibilidade.

    A falsa locadora alegou que a casa só estaria disponível para visita após o dia 30 de março, e solicitou um pagamento de R$ 759,00 via Pix para garantir a reserva do imóvel. O valor foi transferido pela vítima para uma conta informada pelos golpistas.

    No dia combinado, ao tentar localizar o imóvel, a vítima descobriu que não existia casa alguma naquele endereço. Em contato novamente, recebeu uma mensagem irônica da golpista: “o golpe tá aí, cai quem quer”. O caso está sob investigação.

    “Esse tipo de golpe tem se tornado cada vez mais comum, especialmente em cidades do interior, com criminosos utilizando fotos reais de imóveis retiradas da internet ou de antigos anúncios para enganar vítimas”, comentou o delegado Tiago.

    “Os golpistas evitam visitas presenciais sob falsas justificativas e exigem pagamentos antecipados para ‘segurar’ a casa”, detalhou Bittencourt sobre a dinâmica do crime.

    A Polícia Civil orienta que, ao buscar imóveis para alugar pela internet, as pessoas tomem algumas precauções, entre elas nunca realizar pagamentos antecipados sem visitar o imóvel pessoalmente; desconfiar de preços muito abaixo do valor de mercado; e verificar a existência do imóvel e a identidade do proprietário antes de qualquer acerto.

    “Desconfiem de quem se recusa a realizar visitas presenciais ou só se comunica por WhatsApp”, finalizou o delegado Tiago Bittencourt.

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