Um empresário, conhecido por sua serenidade e habilidade em resolver problemas, revelou sua forma de agir. Em sua mesa, havia três gavetas, cada uma com um ensinamento sobre como lidar com desafios. Na primeira, estava escrito: Resolver em tempo. Na segunda: Resolver com tempo. E na terceira: O tempo resolve.
Resolver em tempo
Alguns problemas exigem ação imediata. Adiar pode torná-los ainda maiores, gerando ansiedade e noites mal dormidas. Uma senhora, por exemplo, morria de medo do dentista. Toda semana marcava uma consulta, mas cancelava logo depois. Enquanto isso, a dor só aumentava. Quando, enfim, decidiu encarar o medo, percebeu que a solução era mais simples do que imaginava.
Resolver com tempo
Nem tudo deve ser resolvido na pressa. Algumas decisões precisam de reflexão, de uma noite de sono ou até de um bom conselho. Quem age por impulso pode piorar a situação. O tempo e a calma costumam trazer clareza, ajudando a enxergar a melhor saída.
O tempo resolve
Nem tudo está sob nosso controle. Há situações que, por mais que façamos de tudo, não podemos mudar. Nesses casos, a melhor escolha é aceitar e seguir em frente, sem desgaste desnecessário. Às vezes, o próprio tempo se encarrega de encontrar uma solução — e, muitas vezes, melhor do que imaginávamos.
Saber quando agir, quando esperar e quando deixar o tempo trabalhar é uma grande sabedoria. Os romanos adoravam uma deusa chamada Occasio, que representava o momento certo. Nem se deve colher a fruta verde, nem deixá-la apodrecer.
O Papa João XXIII resumia essa ideia em uma prece:
“Senhor, dá-me forças para mudar o que posso, paciência para aceitar o que não posso e sabedoria para distinguir uma coisa da outra.”