Diagnóstico que assusta muitas famílias pode ser evitado com alimentação equilibrada, exercício físico e interação social
A Doença de Alzheimer é a perda gradativa da memória e das funções executivas, como a capacidade de raciocínio, de planejar e realizar atividades. E esse diagnóstico assusta muito as famílias, detalha Micheline Schunke, psicóloga do Solar Ana Nery.
Mas esse diagnóstico não precisa ser tão assustador assim, frisa Micheline, porque já existem algumas intervenções que podem ser feitas, o problema é que elas demoram muito para acontecer, porque a família demora a agir a partir da aceitação da condição da doença.
No início da manifestação do Alzheimer, a memória oscila muito em momentos de lucidez com momentos de confusão. “O que acontece é que as famílias vão deixando o tempo passar e a doença vai avançando”, explica a psicóloga. Enquanto que o mais indicado, assim que sabe do diagnóstico, seria iniciar as intervenções disponíveis para reduzir a velocidade de avanço dos sintomas.
Sejam intervenções nutricionais, de estímulo cognitivo, de reforço muscular de membro inferior, fisioterapia, fonoaudiologia, tudo isso deve iniciar no momento do diagnóstico para que o paciente tenha a melhor qualidade de vida possível.
“Hoje já se sabe que a doença está presente há mais de 20 anos numa pessoa quando há o diagnóstico de Alzheimer”, comenta Micheline, mas não há como fazer intervenções ou respostas em tratamento antes da doença se manifestar. Os sinais iniciais estão relacionados à dificuldade de dar nome às coisas simples, quando foge a palavra. Também uma desorientação tempo-espacial.
A profissional comenta que também existem fatores que desencadeiam o Alzheimer, como fatores genéticos – que seriam menos relevantes -, e os epigenéticos, que é o quanto o estilo de vida influencia nos próprios genes. Se mantém alimentação adequada e atividade física, por exemplo, a pessoa tem menos chance de ter o Alzheimer. E há os fatores ambientais, perda de audição, sedentarismo, diabetes, que são causas modificáveis da doença.
“40% dos pacientes de Alzheimer não precisariam ter a doença se controlassem esses fatores que são controláveis”, argumenta Micheline. Hoje há 1,2 milhão de pessoas com Alzheimer diagnosticado no Brasil e 100 mil casos novos a cada ano. “É um número muito significativo e que não precisaria ter”, destaca a psicóloga.
Interação social é fator positivo
Muito positivo em Santa Cruz e região é a existência de grupos de idosos que valorizam a interação e o convívio social, a amizade, a atividade física e de lazer, e tudo isso contribui para a qualidade de vida na terceira idade e pode retardar alguns sintomas. Micheline frisou que o reforço de membro inferior é fundamental, seja em academia, fisioterapia, em grupos, para evitar a doença e dar mais qualidade de vida na terceira idade.
Vale a dica da profissional: para ter uma velhice com mais qualidade de vida, é preciso fazer uma gestão melhor da sua vida física e nutricional. “Mantendo boas amizades e bons hábitos, consegue gerir seu autocuidado, sua própria velhice, com mais saúde”, destaca.
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