CALÇADÃO

“O pessoal acaba não chegando, ficando com medo da queda de alguma árvore”, relata empresário da Marechal Floriano

Publicado em: 25 de fevereiro de 2025 às 18:01
  • Por
    Redação Grupo Arauto
  • Foto: Eduardo Wachholtz
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    Kleber Grutzmann falou sobre queda de 80% no movimento desde o início das obras do trecho dois

    A queda de movimento nos estabelecimentos da quadra da Rua Marechal Floriano, entre a Júlio de Castilhos e a 28 de Setembro, tem gerado grande preocupação entre os comerciantes locais. Kleber Grutzmann, proprietário do Bar e Restaurante San Tomé, relata que a clientela diminuiu cerca de 80%. “O pessoal acaba não chegando, ficando com medo da queda de alguma árvore. A calçada está toda destruída, fica ruim a passagem, e o pessoal acaba evitando vir”, afirma.

    As obras do trecho dois do calçadão, iniciadas em janeiro, apesar de avançarem em ritmo mais acelerado que as do primeiro trecho, ainda são alvo de críticas. Os lojistas pedem mais agilidade para minimizar os prejuízos e temem uma possível paralisação dos trabalhos, especialmente após um pedido do Ministério Público para a suspensão da obra diante da quedas das tipuanas, pedido esse que foi rejeitado pelo prefeito Sérgio Moraes. “A média que passaram para a gente era de quatro meses, mas muitos comerciantes têm caixa para um ou dois meses. Se demorar muito, lojas vão fechar”, alerta Grutzmann.

    Outro fator que agravou a situação foi a interrupção no fornecimento de energia elétrica, que deixou estabelecimentos sem luz durante uma tarde inteira na última segunda-feira (24) após fios de energia pegarem fogo, dificultando o atendimento e impactando o faturamento. Episódios como esse ocorreram em outros momentos ao longo das últimas semanas. “Nosso espaço mais utilizado é a calçada, o maior volume de vendas acontece na rua. Sem energia e com a via interditada, fica muito difícil trabalhar”, explica o empresário.

    Os comerciantes reivindicam maior celeridade na execução do projeto e cogitam até mesmo entrar com uma ação conjunta para buscar algum tipo de compensação pelos prejuízos. Entre as sugestões do grupo, está a possibilidade de estender o trabalho para os finais de semana. “Sabemos que há questões trabalhistas, mas poderiam dar um gás no final de semana. O verão é o período de maior movimento, se a obra se arrastar até o inverno, os danos serão ainda maiores”, conclui Grutzmann.