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Agricultura registra o maior prejuízo

Publicado em: 24 de outubro de 2016 às 15:19 Atualizado em: 19 de fevereiro de 2024 às 10:26
  • Por
    Lucas Miguel Batista
  • Fonte
    Jornal Arauto
  • Foto: Lucas Batista/Jornal Arauto
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    Enchente da última semana atingiu, principalmente, Coxilha Mandelli, deixando lavouras de tabaco devastadas. Animais também morreram

    Um rastro de destruição. Assim é que se define algumas propriedades de Coxilha Mandelli, no interior de Vera Cruz. O local foi o mais atingido pela enxurrada da última semana, quando foram registrados cerca de 300 milímetros. Lavouras de tabaco ficaram submersas, casas alagadas, animais morreram e um cenário devastador. Os prejuízos no campo ainda estão sendo contabilizados, mas deixam produtores apreensivos para a próxima safra. Casados há mais de 30 anos, Dorli e Nair Rockenbach estimam que mais de 50% da produção de tabaco desta safra foi levada pela enchente, que em alguns pontos da lavoura atingiu 1,10 metros de altura. “No ano passado já tivemos duas enchentes. Uma no mesmo período deste ano, no começo de outubro, e outra próxima do Natal, que acabou  prejudicando o milho, recém plantado”, lembra Nair. “Mas agora o estrago no fumo não foi tão grande. Em 2015, dos cerca de 40 mil pés que plantamos, sobrou sete mil. Agora, plantamos a mesma quantia e nossa expectativa é colher cerca de 15 mil”, conta. 

    Os recorrentes prejuízos na propriedade da família em função das cheias vêm fazendo com que o casal repense se é viável a produção de tabaco. “No ano passado, meu marido já havia comentado que não queria mais plantar. Mas alguns falaram que seria um ano seco e plantamos novamente”, diz Nair, ao mesmo tempo que estima ser essa a última safra de tabaco que o casal colherá, temendo as oscilações climáticas.

    RECEIO
    A chuva pode ainda nem ter dado sinal, mas se as nuvens aparecerem no céu, a apreensão dos moradores ribeirinhos e de locais que já têm registrado enchente em outras oportunidades é visível. Rockenbach, que já presenciou diversas enchentes, comenta quem um dos piores meses para as cheias é outubro, classificando-o como detonador. “Não é mais época de plantar. Não tem mais o que fazer. Resta colher o pouco que sobrou”, salienta. 

    A matéria completa está na edição do Jornal Arauto desta terça-feira,