Estelionato

Funcionário de farmácia deposita R$ 7 mil na conta de estelionatário que se passou por integrante de facção

Publicado em: 24 de março de 2025 às 11:13
  • Por
    Cristiano Silva
  • Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
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    Golpe conhecido no meio policial fez vítima em Santa Cruz. Por telefone, homem dizia que ia matar atendente se ele não cooperasse

    O funcionário de uma farmácia de Santa Cruz do Sul foi aterrorizado via telefone na tarde deste domingo (23). Por volta das 16h30min, ele recebeu uma ligação no telefone funcional da empresa em que um homem dizia já ter sido atendido por ele na farmácia.

    O rapaz afirmou que era integrante da facção Os Manos e que ele e comparsas estavam nas proximidades, prontos para assaltar o local. Para isso não acontecer o atendente deveria depositar o dinheiro do caixa em uma conta indicada.

    Ainda afirmou que se o funcionário da farmácia não colaborasse, seria morto. A ligação durou duas horas e quatro minutos. Ameaçado a todo momento, o atendente retirou R$ 7.430,00 do caixa e foi até um banco nas proximidades, depositando o valor na conta indicada.

    Posteriormente, os criminosos encerraram o contato. As características do caso remetem a uma variação do já conhecido “golpe da facção”. Não foi a primeira vez que uma farmácia de Santa Cruz foi alvo de uma situação do tipo.

    Neste estelionato, pessoas ligam para estabelecimentos comerciais se identificando como integrantes de facções criminosas, ameaçando a integridade física de empresários, funcionários e clientes, prometendo ainda causar danos graves aos estabelecimentos caso não recebam dinheiro.

    Eles costumam usar na abordagem via telefone informações das próprias redes sociais dos estabelecimentos e de detalhes públicos de funcionários. No caso deste domingo, a Brigada Militar foi acionada via Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) para atender a ocorrência.

    Rapidamente os policiais militares tomaram ciência de que tratava-se de golpe. Foram identificados os números de telefone usados na ligação para a farmácia e também a conta em que foi realizado o depósito.

    O caso foi registrado na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) e está sendo investigado pela Polícia Civil. O nome do funcionário e da farmácia foram mantidos em absoluto sigilo pelas autoridades policiais.

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