Entidade realizou um evento em sua sede na Cidade Histórica, na manhã desta sexta-feira
O Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Rio Pardo comemora, nesta sexta-feira (23), 60 anos de trabalho em defesa dos direitos dos trabalhadores do campo. Para celebrar a data, a entidade realizou um evento em sua sede na Cidade Histórica.
O presidente do sindicato, Aldemir José de Menezes Santos, destacou que o objetivo do encontro é comemorar o aniversário da entidade sindical, lembrar os líderes que passaram, mas, acima de tudo, auxiliar os trabalhadores rurais associados. “Nos direcionamos a todos os nossos agricultores e agricultoras que, neste momento, ainda estão passando por dificuldades quanto ao entendimento de encaminhar suas preocupações de seus créditos junto ao sistema financeiro”, afirmou.
Conforme o líder sindical, o produtor rural tem no sindicato um mensageiro que está presente nas reuniões dos conselhos, comissões e clubes de trabalho, garantindo que a mensagem do agricultor seja registrada e protocolada. “Dessa forma, nós trouxemos questões que hoje o nosso meio rural possui. Alguns anos atrás ainda não tinha energia elétrica no meio rural. Questões ligadas à saúde, educação, benefício previdenciário, a todo o sistema que nos assiste, não tínhamos, e se tínhamos, era super precário. É com a entidade sindical, com a presença no grupo de trabalho, para que todos nós sejamos melhores atendidos”, colocou.

Plínio Limberger | Foto: Pedro Thessing
Seis décadas atrás, Plínio Limberger fazia parte da fundação do sindicato. O agricultor plantava arroz e soja, produzindo os alimentos que chegavam às mesas dos moradores da região. Segundo ele, naquela época, os serviços realizados pelos agricultores eram totalmente braçais, sem uso de máquinas. “Muitas vezes eu me lembro desse tempo e como mudou muito. Naquele tempo era muito difícil, era tudo braço, não tinha máquina, não tinha nada. Hoje as coisas mudaram muito, estão bem melhores”, disse.
Segundo o presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS), Carlos Joel da Silva, antigamente o agricultor não possuía nenhum reconhecimento e as políticas públicas não existiam, por isso, a fundação de uma entidade sindical em defesa dos trabalhadores do campo era fundamental. “Naquela época, era necessário ter um sindicato e o sindicato foi importante para a construção de tudo que nós temos na agricultura até hoje”, colocou.
“E se a gente olhar para hoje, estamos iniciando uma reconstrução de muitas regiões do nosso estado que foram destruídas por essa catástrofe. De novo é necessário ter um sindicato para estar cobrando, dialogando, propondo políticas para trazer desenvolvimento para nossos agricultores”, finalizou.
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