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Parque natural pode virar jardim botânico

Publicado em: 20 de outubro de 2016 às 10:19 Atualizado em: 19 de fevereiro de 2024 às 10:25
  • Por
    Luciana Mandler
  • Fonte
    Jornal Arauto
  • Foto: Reprodução Projeto
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    Prognóstico feito pela Unisc foi apresentado ao Conselho do Meio Ambiente, que se surpreendeu com as sugestões

    O Parque de Preservação Ambiental de Vera Cruz, com área de 18,75 hectares, no bairro Araçá, pode vir a se tornar Jardim Botânico. A sugestão partiu dos biólogos Jair Putzke e Andreas Kohler, professores da Unisc, que coordenaram a realização do prognóstico da área natural e o apresentaram aos membros do Conselho Municipal do Meio Ambiente na manhã desta terça-feira. A mudança na nomenclatura do parque surpreendeu positivamente os participantes do encontro, pois sempre havia a dificuldade financeira para viabilizar a estrutura, e com o jardim botânico, a captação de recursos para manutenção da estrutura é facilitada pela legislação correspondente. 

    O nome até pode assustar, enfatizou o professor Andreas Kohler, mas um jardim botânico é apenas um termo técnico mais adequado, pois não deixa de ser um parque que contempla educação ambiental, trilhas, área para preservação e visitação. Para pôr em prática é preciso ajustar a questão legal e burocrática de um jardim botânico. Paralelamente pode ser feita a limpeza do local, com retirada de lixo e cercamento, que é o principal investimento no momento. “Já tem trilha demarcada com cal, filmada e descrita”, antecipa o biólogo vera-cruzense Jair Putzke, anunciando a possibilidade de apoio e parceria da Unisc, que tem interesse em participar de mais uma unidade de preservação ambiental. Para ele, é importante que seja um projeto sustentável e que vai agregar muito para o município. “É fantástico também para o turismo de Vera Cruz. E preservação ambiental é cultura. Nada melhor do que aliar o jardim botânico com a Casa de Cultura”, atesta Putzke, entusiasmado com o projeto.

    Os conselheiros perguntaram se é possível apostar em visitação noturna, para que estudantes de todos os turnos tenham acesso ao parque. Os professores apontaram que sim, inclusive investindo em painéis fotovoltaicos para a geração de energia. Ainda, mencionaram sobre a importância de se ter vigilância no local, para garantir a segurança dos visitantes e a preservação do patrimônio.

    TRILHA
    As sugestões foram bem vistas pelos conselheiros, afirma o coordenador do Departamento do Meio Ambiente, Ricardo Konzen. O prognóstico do parque inclui o apontamento de espécies de fauna e flora encontradas no local e mais apontamentos, como a trilha demarcada pela equipe da Unisc. Na trilha, há a sugestão de que a cada 50 metros e em ambos os lados sejam montadas exposições permanentes constituídas de coleções a serem introduzidas na mata nativa/exótica já instalada. Serão 18 exposições, portanto, com grupos vegetais distintos. 

    Para se ter uma ideia, na área foram identificadas 150 espécies de árvores, 228 de ervas arbustos, 42 de briófitas e 23 de pteridófitas. Segundo os biólogos, “o ineditismo desta proposta traria um jardim botânico exclusivo na América do Sul para Vera Cruz, pois teria ênfase em botânica e micologia (fungos), contribuindo para o turismo regional”, atestou Putzke.

    Confira a matéria completa na edição desta quinta-feira do Jornal Arauto.