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Se tem seca, ele faz chover na lavoura

5 de outubro de 2016
  • Por
    Luciana Mandler
  • Fonte
    Jornal Arauto
  • Foto: Jornal Arauto/ Luciana Mandler
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    Milton Fuelber, de Vila Progresso, aposta no sistema de irrigação para garantir água ao cultivo de tabaco devido à estiagem

    A falta de chuva já preocupa os produtores do meio rural. Há cerca de 30 dias  com o clima seco, culturas como a do tabaco e de milho, principalmente, começam a sentir os efeitos da seca, assim como as hortaliças. Mas se a chuva não vem, o fumicultor Milton Fuelber, de 55 anos, dá um jeito no problema através do sistema de irrigação por aspersão. Atualmente, com 65 mil pés de tabaco plantados em pouco mais de quatro hectares, o fumicultor garante “chuva” para as mudas.

    O investimento feito há muitos anos na propriedade, mas que ganhou mais atenção há pelo menos quatro anos, já garante o abastecimento de água para aproximadamente  45 mil pés de tabaco. “Comecei com um motor, uma motobomba de uma polegada e depois comprei uma bomba um pouco maior, de duas polegadas, com cinco pivôs, que já demanda mais água e consigo irrigar mais área por dia”, explica.

    Fuelber diz que não está preparado para uma grande estiagem, tendo reservas de água para cerca de 30 a 45 dias.  No entanto, se a seca continuar nos próximos dias e nas próximas semanas, o produtor adianta que terá que investir em canalização para estender a irrigação para o restante da produção. O investimento para estender os pivôs para que toda a propriedade de tabaco seja abastecida através do sistema de irrigação gira no entorno de R$ 1 mil. Para garantir a reserva de água, o produtor investiu ainda na construção de dois açudes. 

    DESENVOLVIMENTO
    De acordo com o fumicultor Milton Fuelber, o tabaco está tendo um crescimento muito lento em virtude da seca e do frio que está fazendo neste ano. “Os ventos são muito frios e as noites também, o que faz com que o fumo não se desenvolva como deveria”, aponta. “Ele já deveria estar no auge para a colheira, mas está aquém. Espero iniciar a colheita entre 14 dias ou três semanas, mas vai depender do tempo”, revela. Fuelber acredita que, se houver chuvas significativas, pode aumentar o tamanho das folhas e ter produtividade normal. Se a seca continuar, a safra estará afetada, mas ele acha cedo para avaliar, pois o cenário pode mudar. 

    Confira a matéria completa na edição desta quinta-feira do Jornal Arauto.