Com apoio do Estado e hospitais, ação busca atender pacientes que esperam há anos por procedimentos como cirurgias de traumato e geral
O programa “Menos Fila, Mais Saúde” foi oficialmente lançado nesta sexta-feira (4) pelo prefeito Sérgio Moraes, em cerimônia realizada no Palacinho da Praça da Bandeira, em Santa Cruz. A iniciativa tem como objetivo reduzir as filas para procedimentos de média complexidade, como cirurgias gerais e traumato-ortopédicas. O programa atenderá inicialmente 1.300 pessoas que aguardam há anos por essas intervenções. A informação havia sido revelada pelo secretário municipal de Saúde, Rodrigo Rabuske, em entrevista à Arauto News 89,9 FM, no início desta semana.
Segundo Rodrigo Rabuske, a implantação do programa foi possível sem onerar os cofres públicos, por meio da revisão de contratos e pactuações com os hospitais Santa Cruz, Monte Alverne e Ana Neri. “Serão em torno de 200 procedimentos a mais mensalmente, além dos já pactuados com os hospitais. Com isso, esperamos reduzir significativamente a fila de espera da média complexidade”, afirmou Rabuske.
Ainda de acordo com o secretário, a atuação do Ministério Público, por meio da promotora Catiussa Barim, também foi fundamental para garantir a transparência do processo. A Prefeitura irá prestar contas regularmente sobre o andamento das filas e a execução das cirurgias, dividindo a lista de espera por especialidades para melhor organização. “Nossa intenção é dar segurança, transparência e demonstrar para a comunidade como está sendo a atuação do município frente a esse novo programa”, ressaltou o secretário.
Alta complexidade
O secretário destacou que o município já formou um grupo de trabalho para buscar soluções também para a alta complexidade, que envolve procedimentos mais complexos, como próteses. O grupo contará com a participação de representantes de Santa Cruz do Sul, Pantano Grande, Candelária e do Consórcio Intermunicipal de Saúde (Cisvale). “Sabemos que a alta complexidade envolve desafios ainda maiores, mas não podemos aceitar que pacientes aguardem mais de cinco anos por uma cirurgia. Estamos buscando alternativas para resolver essa situação”, pontuou Rabuske.
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