O calçamento das ruas principais de Sinimbu está pintado de marrom. O lodo que cobre o centro da cidade depois que a água da enchente baixou revela o tanto de trabalho que precisa ser feito para reconstruir o município. Pelas laterais da estrada, os entulhos e móveis encharcados se acumulam nesta sexta-feira (3), em mais um dia que a garoa teima em cair. Em frente ao Centro Administrativo e arredores, o sobe e desce de caminhões e carros, alguns carregando descartes, outros mantimentos, e outros para fazer reparos na rede elétrica, limpeza e levar água, movimenta a cidade que precisa de força para se reerguer.
Dono de supermercado quase em frente à Prefeitura, Fábio Swarowsky relata que jamais viu enchente como essa, mudou o leito do rio para o centro da cidade, chegando a três metros de altura e que cobriu as prateleiras e estragou todos os mantimentos que estavam à venda. Na manhã desta sexta, aos poucos, na lateral da rua se formava um monte de comida que vai para o lixo. “Não tem o que fazer, tem que levantar a cabeça e tentar recomeçar. Se não dá a gente fecha as portas e vai pra outra vida. Vamos tentar primeiro, como os pais da gente começaram do zero, vamos ter força de vontade para começar também”, disse, emocionado.
Dispostos a ajudar nesse recomeço, muitos voluntários se uniram à comunidade de Sinimbu. Aos 71 anos, Ademir Schünke saiu de Monte Alverne para o mutirão da limpeza. Em setembro do ano passado já havia estado em Roca Sales para ajudar, então fazer o bem está no seu DNA. Da mesma localidade saiu a professora e jornalista Débora Vogt na manhã de hoje para ajudar. Dentro do prédio da Prefeitura, Débora, acostumada a noticiar os fatos de Sinimbu, estava com a vassoura em punho para se somar aos voluntários na limpeza. “Precisamos de gente que venha trabalhar, que traga sua pá, seu rodo, e venha ajudar”. Trabalho que se espalhou pelas ruas, escolas, hospital, repartições públicas. O vera-cruzense Cassiano Kipper se uniu aos colegas da empresa JTI em mutirão defronte ao CRAS, um dos pontos auxiliados pelos funcionários, e se surpreendeu com o cenário visto em Sinimbu. Por isso, a união de forças de empresas, grupos, voluntários de toda ordem e poder público se faz necessária. A empatia tem se mostrado contagiante.
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