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Chuva livra lavouras de perdas com a seca

17 de outubro de 2016
  • Por
    Luciana Mandler
  • Fonte
    Jornal Arauto
  • Foto: Luciana Mandler/ Jornal Arauto
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    Após período de estiagem, em que culturas estavam sendo prejudicadas, produtores comemoram mudança no clima

    Após período de estiagem, os produtores das mais variadas culturas levantam as mãos para o céu e agradecem pela chuva, apesar de ter vindo acompanhada de temporal neste domingo, dia 16. Enquanto alguns pontos foram atingidos pela intempérie, no interior de Vera Cruz a produção de tabaco e o plantio de hortaliças, milho, mandioca, batata e feijão, se revigoram com a chuva. Para o produtor de Dona Josefa Gilson Bauer, de 54 anos, é a água da chuva que está salvando a plantação de verduras.

    Enquanto havia apenas promessa de chuva, o produtor vinha molhando os pés de repolho, alface, beterraba, couve em folha e couve chinesa, além de temperos, com pulverizador. No lugar do veneno, Bauer pulverizava as hortaliças com água. “Teria perdido 50% do que plantei se não tivesse molhado desta forma”, comenta. “No entanto, nada melhor do que esta chuva”, afirma.

    DESENVOLVIMENTO
    Como a cultura do fumo é mais resistente à falta de chuva, a estiagem não afetou com grandes perdas a produção.Já na plantação de hortaliças os produtores que não têm irrigação mecanizada utilizaram a irrigação manual para não perder a produção. Segundo Klunk, esta chuva veio na hora certa, minimizando perdas e garantindo uma boa safra para a agricultura. “Esperamos que não seja chuva em excesso, porque as lavouras de arroz estão sendo preparadas, em alguns casos já foi semeado”, finaliza.

    PENSANDO NO FUTURO
    O morador de Linha do Rio, em Vila Progresso, Ricardo Sturzbecher, de 35 anos, relata que devido à falta de chuva, o plantio de batata, mandioca, feijão, assim como de tabaco, estavam sofrendo bastante. “O fumo não estava desenvolvendo”, diz. “Havia plantado mês passado feijão e não estava vindo, agora, com esta chuva será diferente”, acrescenta. Apesar de não ter condições ainda de investir no sistema de irrigação, Sturzbecher não descarta a possibilidade. “É uma forma de garantir que não haverá perdas”, avalia. 

    Confira a matéria completa na edição desta terça-feira do Jornal Arauto.

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