Amor patológico: procure ajuda profissional


Publicado em 08/08/2017 16:18 Atualizado em 08/08/2017 16:19

No texto de hoje vou dar continuidade a um assunto muito sério e que, se não identificado e tratado, pode causar graves problemas. Você já vivenciou ou conheceu alguém que teve um relacionamento com paixão ou amor patológicos? É o tipo de relacionamento em que há uma fixação pela vida e rotina do parceiro, além de tolher do outro atividades que não incluem sua participação, ou seja, quando o controle de forma compulsiva começa a ser recorrente, prejudicando a vida do seu parceiro.

Mas você consegue identificar quais são os sintomas de quando a paixão e o amor viram doença? Listo aqui alguns deles:

– Minimizar ou excluir o convívio social
– Controlar o que o outro faz de forma compulsiva – inclui mexer nas suas redes sociais, vasculhar e-mail…
– Colocar escutas em locais que a pessoa passa maior parte do tempo
– Excesso de mensagem ou ligação por dia, noite/madrugada
– Perseguições
– Sintomas físicos de abstinência
– Comportamentos impulsivos e irracionais
– Preocupação excessiva
– Tortura psicológica
– Devido à fragilidade a vitima se dispõe a fazer tudo o que o outro quer.

Em geral, a pessoa deixa de viver a sua vida e vive a do outro e não permite que o outro tenha vida própria. As justificativas de quem sofre a patologia: acredita firmemente que faz tudo por amor e cuidado e a “vítima” tem o mesmo entendimento e ainda racionaliza os fatos com exemplos. Familiares e amigos, na sua maioria, percebem “algo estranho”.

O amor patológico pode ocorrer entre o casal, quando ambos dizem se amar e nos casos em que um ama e o outro deixa claro que não ama – nesta situação gera a submissão. Histórico de vida, padrão de amor aprendido, vivido e sentido, carência afetiva, fatores culturais, filogenéticas, baixa autoestima, etc., são fatores que influenciam o amor patológico.

Na maioria das vezes a pessoa que sofre de amor doentio não tem consciência da gravidade e pode se dar conta parcial após o término. Em alguns casos, reflete alguma psicopatologia, como por exemplo: Transtorno de Ansiedade Generalizada – TAG, transtorno de humor, personalidade obsessiva-compulsiva, transtorno de personalidade dependente, delírio, depressão, etc.

Destaco também que a carência emocional – nosso “vazio interno” -, em muitos casos, gera a dependência emocional. Esse comportamento deixa o outro refém, incluindo necessidade de aprovação, orientação, ausência de decisão, medo da solidão, baixa tolerância à frustração, desejo de autodestruição e autonegligência.

Um beijo e até a próxima.

PortalArauto
(Reprodução/Jana Leão)





Janaína Leão

Formada pela Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), atua há mais de 9 anos como Psicóloga e 7 anos como Coach. Acumula mais de 17 mil horas de atendimento. Com espírito empreendedor que herdou da sua avó materna, desde criança vendia objetivos de gesso e argila que produzia em conjunto com amigas. Na adolescência, produzia colares e brincos. Aos 19 anos foi sócia de uma loja de roupas, aos 23 anos abriu uma consultoria de Gestão de Pessoas e Psicoterapia com outras sócias e, desde os 27 anos, gerencia seus negócios. Morando na capital paulista, há 2 anos criou o perfil no Instagram @psicologa_coach, hoje com mais de 50 mil seguidores. “Com os erros eu cheguei até aqui. Aprendi com eles que são oportunidades para fazer diferente. Eu não tento, eu faço!”




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