Marcelo Carneiro sugere a flexibilização de um plano de condutas, como no comércio
Há mais de dois meses, quando o governo gaúcho publicou o decreto de calamidade pública e passou a adotar restrições para retardar a propagação do coronavírus no Rio Grande do Sul, muito se falou em prevenção, em riscos, em achatamento da curva. No Brasil, as estatísticas envolvendo infecção e óbitos são preocupantes, enquanto que no Estado, um modelo de distanciamento controlado, definido por bandeiras conforme o grau de risco em saúde em cada região, tem rendido elogios. Ainda mais depois da região se enquadrar na faixa mais branda, a amarela – a cor passou a valer ontem. Será que as medidas adotadas surtiram efeito? O infectologista Marcelo Carneiro, que representa a Apesc (Universidade de Santa Cruz do Sul e Hospital Santa Cruz) no Gabinete de Crise e como médico atua no trabalho de previsões e condutas relacionadas ao tratamento, à prevenção do coronavírus e ao diagnóstico da doença, reflete sobre o assunto. E uma das sugestões diz respeito ao retorno das aulas.
Em 2009, na pandemia de gripe, morriam muitas crianças e as escolas não foram fechadas, ressalta Carneiro, que questiona: “agora com o coronavírus, que não causa doença grave em crianças e em nenhum lugar aumentaram as vagas de UTI pediátrica, nem aparece na TV tal notícia, por que as escolas fechadas?”. O infectologista responde: “não existe lógica científica para o fechamento das escolas. Ou seja, os idosos deveriam ficar afastados das crianças, como já estão. Acredito que as escolas devem se organizar para evitar aglomerações também. Flexibilizar um plano de condutas para isso, como todo o comércio e restaurantes já fazem”, opina o médico.
Um plano para retomada gradual das atividades já vem sendo discutido internamente pelo Governo do Estado e será divulgado nesta quarta-feira (27).
A matéria completa está na edição desta terça-feira do jornal Arauto.
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