Qual o futuro que queremos para as crianças?


Publicado em 12/10/2018 09:41 Atualizado em 12/10/2018 09:49 Geral   12 DE OUTUBRO Fonte: Jornal Arauto

12 de outubro, data de programas especiais, de presentes, de brincadeiras. E por que não, de reflexão? Na inocência infantil, o desejo para o futuro pode ser algo simples, comprado com a mesada ou ambicionado pelo exemplo dos pais.

Para os adultos, a infância que desejam para seus filhos pode vir repleta de lições, preocupações, lembranças e nostalgia. A pergunta que marcou o cenário eleitoral deste ano, “qual o Brasil que quero para o futuro?”, agora se adapta para o universo de pais e filhos, crianças e adultos. Cada qual com sua vivência, sua expectativa. No fundo, a mesma intenção: que seja uma infância feliz.

“Eu quero ficar com a minha mãe e ganhar uma bicicleta”, diz Vicente, cinco anos, que sonha em ser goleiro. “Eu também quero ser jogador de futebol, quero viajar o mundo e fazer gol”, explica Murilo, sete anos. “Eu quero um mundo com mais respeito”, completou Manuela, de 11 anos, que também já sabe o que quer do futuro: ser delegada. O trio cheio de planos completa a família do jovem casal Gilson Almeida e Vanessa Rodrigues da Silva, moradores da localidade de Mato Alto. Não é surpresa que os guris almejam seguir os passos do pai, no futebol, afinal, desde sempre o acompanham pelos gramados e ginásios. Mas a profissão dos filhos não é o que importa neste momento para os pais.

Eles querem a mesma coisa: que independente das escolhas, sejam felizes. Gilson e Vanessa trabalham em Santa Cruz e reconhecem que a realidade é de muitos desafios. “Procuramos sempre dar educação, respeito ao próximo, humildade, que sigam valores. Que tenham coragem para enfrentar as dificuldades da vida, como a gente sempre fez”, diz Vanessa, que voltou a estudar, reconhecendo a importância da formação para lutar pelas chances que a vida apresenta.

Os pais se desdobram para dar aos filhos mais oportunidades do que tiveram, mas a lição é clara: eles precisam aprender a dar valor a cada conquista e saber que nada cai do céu. E que vai chegar uma hora que cada um vai precisar batalhar para trilhar o seu caminho. E que isso também faz parte da educação que vem de casa e das lições simples que podem ser aprendidas num momento de diversão, como o futebol. “Que construam muitas amizades, façam novos contatos. Que aprendam a trabalhar em equipe, que se ganha e se perde junto. No futebol aprendi a me socializar e sei que ali, não importa se é rico ou se é pobre, todos são iguais, e esse aprendizado quero passar para eles”, comenta Gilson, que apesar da rotina acelerada do casal e do fundamental apoio recebido dos avós, busca aproveitar em família cada instante que pode. Ele e Vanessa sabem que a infância passa rápido e tratam de multiplicar amor e disposição para, juntos, enfrentarem cada obstáculo, sabendo que ali, naqueles três sorrisos sinceros, tudo vale a pena.

Na edição impressa do Jornal Arauto, mais três histórias para ler, se divertir e refletir, com o casal Daiane e Geferson Blank e a filha Anna Luiza; o casal Glaucia Kohls e Marcos Riplinger e a filha Luiza, e o casal Fábio Cunha e Eliana Albrecht e os filhos Nícolas e Helena.

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Gilson, Vanessa e os filhos driblam juntos as dificuldades e fazem planos, repletos de amor e companheirismo (Foto: Carolina Almeida/Jornal Arauto)






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